Clube Esportivo Lajeadense
terça-feira, junho 26, 2018
O Clube Esportivo Lajeadense foi fundado no dia 23 de abril
de 1911, na cidade de Lajeado, pela iniciativa de um grupo de amigos que se
reuniam todos os finais de semana no “potreiro dos Berner”, um campo
improvisado, para praticar o futebol. Este grupo era composto pelos jovens
Deodato Borges de Oliveira, Carlos Gravina, Álvaro da Costa Mello, Fritz Plein,
Paulo Lima entre outros nomes que se perderam na história.
Deodato Borges de Oliveira foi o primeiro mandatário do
Lajeadense. Nascido em Taquari, no dia 10 de outubro de 1885, veio para Lajeado
em 1903, onde era escrivão distrital de Santa Clara do Sul. Foi também
subprefeito de Sério e Santa Clara. Casou-se a primeira vez com Júlia Mello,
filha de João Batista de Mello, tendo treze filhos deste casamento. Depois do
falecimento da sua primeira esposa, Deodato casou-se novamente, desta vez com
Paulina Erna Borchmann e deste matrimônio nasceram mais cinco filhos. O fundador segundo os relatos era muito bem
quisto, pois fora escrivão e funcionário da prefeitura de Lajeado.
Escudo do Lajeadense |
São muitas as histórias relatadas sobre o fundador Deodato
Borges de Oliveira. Uma delas conta que ele se deslocou de cavalo de Santa
Clara do Sul para assistir um jogo do Alviazul no Florestal. “Chegando ao
estádio, não reconheceram o pai, e quiseram lhe cobrar ingresso. Chateado,
retornou para casa e nunca mais voltou a assistir uma partida do clube no qual
foi fundador”, relatou uma de suas filhas.
OS PRIMEIROS ANOS
Os primeiros atletas do Lajeadense também eram diretores e
sócios do clube, que se mantinha com contribuições mensais. Os primeiros
craques do Alviazul eram: Lima, Plein, Plein II; Edmundo Fett, Ernesto Schmidt
e Oliveira; João Petry, Henrique Ritter, França Moersch e Willi Hexsel.
Na sua primeira década de existência, o Alviazul já se
destacava no cenário regional. Sagrou-se campeão do Alto Taquari, enfrentando
equipes dos municípios de Estrela, Encantado e Guaporé. Mas os campeonatos eram
escassos e por isso o clube realizava amistosos pela região. O transporte dos
jogadores e comissão técnica, para os jogos fora de casa, era realizado com um
caminhão de carga, as viagens eram complicadas, principalmente pela
precariedade das estradas.
Naquela época, os times eram recebidos com foguetórios e após
os jogos, ocorria um jantar-baile. As competições no âmbito regional só começaram
a acontecer no ano de 1918, quando foi fundada a Federação Gaúcha dos
Desportos.
DÉCADA DE 1920
Mesmo sem uma estrutura adequada para treinamento, numa época
em que não havia estádio, o Lajeadense destacava-se em âmbito regional.
Treinava em um campo irregular, sem drenagem ou terraplenagem, com uma cerca de
madeira e uma carreira de tábuas que serviam de arquibancada. O antigo estádio
do Florestal, localizado na Avenida Benjamin Constant, era palco de lazer para
os jovens nos fins de semana.
O campo ficava no meio do mato. E no meio do mato e da roça
existia uma calçada, por onde os torcedores e jogadores se deslocavam em fila
indiana.
Na época, o futebol era praticado por amor à camisa, pois
nenhum jogador recebia salário. Os atletas do Alviazul vinham com seu
fardamento de casa, tendo em vista que não existiam vestiários no campo. Aliás,
os fardamentos eram adquiridos com os salários que os futebolistas recebiam em
seus empregos.
Em 23 de janeiro de 1922, foi registrado o primeiro estatuto
do clube estabelecendo que a direção deveria ser composta por um presidente,
vice, primeiro-secretário, segundo-secretário, primeiro-tesoureiro,
segundo-tesoureiro, um orador, um guarda-sport (roupeiro), um diretor de campo,
primeiro e segundo captain (assim eram chamados, na época, os técnicos), um
porta estandarte e uma Comissão de Contas.
Primeiras participações estaduais
A primeira participação do Clube Esportivo Lajeadense em
campeonatos estaduais ocorreu em 1926. Naquela época, os confrontos se davam
entre regiões. O Alviazul era o único representante da 3ª região e enfrentou o
Juventude na final da Zona Noroeste. Aplicou 5 a 4 na equipe caxiense e
conquistou o título em dezembro daquele ano. Formavam o time campeão da Zona
Oeste: Fluck, Billo, Raymundo, Schneider, Mello, Norberto, Romualdo, Stein,
Dante, Walter e Kasper. O presidente era Carlos Gravina, e o capitão-geral,
Mário Jaeger. Em 1927, o Lajeadense voltou a conquistar o título da 3ª região,
vencendo o Santa Cruz por 3 a 0. Pela final da Noroeste, foi derrotado pelo Nacional
de São Leopoldo, por 3 a 0. Na década, essa seria a última participação do
clube em campeonatos estaduais.
DÉCADA DE 1930
Somente na metade da década de 30, o Lajeadense disputaria
uma competição estadual. Então foi criada uma liga no Vale do Taquari para
organizar competições regionais, chamada Liga de Futebol do Alto Taquari
(LFAT). Tendo como presidnte pioneiro Albino Arruda, o primeiro campeonato
organizado pela liga contou com a participação de seis times: Lajeadense,
Estrela, Encantado, Corvense, Concórdia de Roca Sales e Avante.
Como maior clube da cidade, além do futebol, o Lajeadense
tinha equipe de cestoball (basquete), tênis, bolão e de tiro. Na sede social,
bailes e sessões de cinema.
Numa era de amador, o Lajeadense fazia seus amistosos com os
dois times, primeiro e segundo quadros. O alviazul tinha como adversários
equipes como Conventos FBC e Americano FBC, de Lajeado. Estrela, Montenegro,
América de Rio Pardo, Esportivo de Bento e P.A. Colegge.
DÉCADA DE 1940
A década de 40 ficou marcada pela proibição dos jogos entre
Lajeadense e Estrela por causa da violência, seguindo ordem do policiamento
estadual. Depois de alguns anos, os
presidentes dos clubes assinaram um documento para a disputa da Taça da Paz. A
agência Chevrolet na época, chefiada por J.A. Spohr, caprichou no troféu.
Seriam dois jogos. O público compareceu e lotou o estádio estrelense, mas a
partida acabou em pancadaria novamente.
Pelo Esportivo Maior (PEM) era o nome da torcida organizada
do clube naquela época. Chefiado por Ademar Hessel, o grupo sempre comparecia
ao estádio com muitas faixas e bandeiras coloridas. Faziam parte jovens e
mulheres da sociedade, que apoiavam o time tanto nos jogos em casa, quanto fora
de casa.
Uma das maiores curiosidades do fim da década de 40 era a
formação do ano de 1949, quando os onze titulares formavam um grande time, mas
não tinha reservas. O time: Schimitão, Oli e Baldo; Darci Schimitt, Ivo Brenner
e Agenor Gravina; Rudi Grun, Biquinho, Ênio, Costinha e Kasper.
Os maiores adversários do clube eram Estrela e Encantado. Os
treinamentos eram realizados duas vezes por semana, porque todos tinham outras
atividades. Sobre esquema de jogo, era utilizado o M-W. Uma linha com dois
zagueiros, depois vinha um lateral de cada lado e um center-alfa. Daí vinha a
linha de frente, com cinco jogadores.
Em 1948, um pavilhão de madeira foi construído no antigo
Florestal. E alguns camarotes eram reservados para quem pagasse um valor
diferenciado pelo ingresso.
No Campeonato Estadual de 1949 ocorreu uma das grandes
vitórias da história do Lajeadense. A vitória por 3 a 1 sobre o Juventude, no
antigo Florestal, classificou o Alviazul para a decisão da Zona Leste. Os três
gols foram marcados pelo centroavante Ênio, e o Lajeadense atuou com Schmitão,
Oli e Baldo; Darci, Ivo Brener e Klein; Rudi, Kaspinha, Ênio, Costinha e
Biquinho. O técnico era Risada.
DÉCADA DE 1950
No início da década, em março de 1952, o antigo Florestal
recebia melhorias. Em amistoso diante do expressinho do Grêmio, o Lajeadense
inaugurava o sistema de iluminação. Dentro de campo, vitória por 5 a 2. Ênio, o
“Canhão do Vale do Taquari”, marcou três vezes. Ressoli fez os outros dois do
Alviazul.
Três anos mais tarde, em 1955, o Lajeadense foi vice-campeão
da Segundona. Era a primeira conquista do clube, que voltou a se repetir em
1957. Na época, a Segunda Divisão tinha apenas quatro times na disputa.
Foi em 1959 que o Lajeadense conquistou o primeiro título de
sua história. A competição iniciou em setembro de 1959 e terminou somente em
1960, com a participação de 25 clubes. O Alviazul ficou em primeiro na Zona
Centro, disputada com Encantado, Estrela e Avenida. No triangular final, obteve
vitórias sobre o Atlântico em Erechim (3 a 2) e Nacional (1 a 0). Na sequência
foi derrotado pelo Atlântico e empate sem gols com o Nacional. Com o empate por
1 a 1 entre Atlântico e Nacional na última rodada, o time fez a festa com o
primeiro título estadual da história.
DÉCADA DE 1960
Depois da conquista do título de 1959, os jogadores que
marcaram história no clube continuaram na ativa até a metade da década
seguinte. Em uma época difícil craques como Rogério e Roque Lopes, Nestor e
Paulo Heineck, Paulo Kieling, Luciano Scherer, Hélio Mallmann, Antoninho e Ênio
Chaves penduraram as chuteiras. Os torcedores deixaram de frequentar os
estádios e o desafio era encontrar uma geração capaz de retomar o caminho das
vitórias e da popularidade. Numa época de renovação, Jacy Pretto, hoje
radialista, que integrou a equipe a partir de 1965, destaca que o torcedor não
aceitava a ideia de novos jogadores. “Eles diziam que o futebol antigo era o
melhor”.
Há quem afirma que as equipes de 1965, 66 e 67 foram as
melhores formadas no Vale do Taquari. Entre os jogadores que se destacaram
nessa década estão Volmir e Poletto, zagueiros, Milton Klein, lateral direito e
Jacy.
Na época, a maioria dos jogadores tinham empregos e tratavam
o futebol como hobby. Dentro de campo, as irregularidades do gramado
dificultavam a melhor performance dos atletas. Na época, eram os times amadores
que formavam jogadores para o Alviazul. Muitos pararam de jogar em razão do
processo de profissionalização do Lajeadense.
Em 1963, depois de adquirir uma nova área, o Lajeadense
passou a treinar em seu novo estádio. O Florestal foi inaugurado numa partida
diante do São José: o primeiro gol foi marcado por Antoninho, no goleiro do
Zequinha, chamado Eulálio Tombini. O padre Érico Schmidt foi quem deu o pontapé
inicial.
DÉCADA DE 1970
Com o futebol profissional parado em 1973, os departamentos
de futebol de Clube Esportivo Lajeadense e São José resolveram se unir e fundar
a Lajeado Associação de Esportes (LAE).
Surgiram rumores de que muitos torcedores do Lajeadense
ficaram insatisfeitos, pois os times fundidos eram rivais. O então presidente
da LAE era Erni Teixeira. A prefeitura comprou o campo do São José. O
Lajeadense cedeu para a LAE toda sua estrutura. O uniforme tinha as cores
preto, branco, vermelho e até azul.
A LAE disputou, em 1974, sua primeira competição na Segunda
Divisão. Depois de uma vitória sobre o Igrejinha, garantiu vaga a primeira, em
1975. Nesse ano, houve grandes confrontos no Florestal, diante do Inter de
Falcão. Com o torcedor já acostumado com a fusão, o Florestal lotava em dia de
clássicos contra Estrela, Encantado e em grandes confrontos com a Dupla
Gre-Nal.
Em 1979, o Lajeadense superou adversários de todas as regiões
do Estado para conquistar a Segundona daquele ano, numa competição que se
estendeu por mais de seis meses. O título veio com uma rodada de antecedência
ao vencer o Aimoré, no Florestal, com gol de Itamar. A formação vitoriosa teve
Júlio, Catarina, Bruno, Kety e Pete; Cléber, Itamar e Luis Carlos; Nilo, Darci
e Müller. O técnico era Chaveco.
DÉCADA DE 1980
Em julho de 1981, mais de cinco mil pessoas compareceram ao
estádio do Florestal para o jogo entre Lajeadense e Internacional. Falcão,
craque colorado, havia sido vendido para a Roma e se despedia do time. Naquela
noite de quinta-feira, o Lajeadense venceu por 1 a 0, com gol de Mauro Farias.
Com o resultado, o Grêmio foi o campeão gaúcho. Pela Libertadores, o Inter
disputaria o título na quarta-feira seguinte, contra o Nacional, em Montevidéu.
O Lajeadense, na vitória sobre o Inter, atuou com Júlio,
Catarina, Bruno, Tasca e Pedro; Máximo, Mauro (Reinaldo) e Itamar; Muller,
Nonda (Chiquinho) e Volnei, tendo Chaveco como treinador. O Inter tinha
Gasperín, Toninho, Mauro Pastor, Mauro Galvão e André Luís; Batista, Tonho
(Popéia) e Falcão; Jair, Chico Espina (Jones) e Mário Sérgio. O técnico era
Ênio Andrade. Pagaram para assistir ao jogo 5.974 pessoas.
Em 1983, o Lajeadense caiu para o "Grupo da Morte",
na Segundona. Mesmo com uma campanha irregular, conseguiu recuperação e se
manteve vivo para o próximo ano. O Alviazul foi campeão da repescagem e era
treinado por Élio Giovanella. O time tinha Ricardo, Juarez, Rogério, Marcão,
Mauro Espumoso, Duarte, Luís Muller, Garibaldi, Paulinho, João Luís, Roberto,
Volney, Marquinhos, Bruno, Joel, Betinho e Airton.
Após cinco anos afastado da Primeira Divisão do futebol
gaúcho, em 1986, o Lajeadense disputou com 30 equipes as duas vagas que
garantiram, além do Alviazul, o Passo Fundo de volta à elite do Gauchão. Depois
de 13 jogos no octogonal final, a partida decisiva ocorreu em Erechim. Com o
placar em 0 a 0, a torcida era para que o confronto entre São José e Passo
Fundo terminasse empatado. Todos ajoelhados, na metade do gramado, comemoraram
o vice-campeonato e a vaga garantida na elite do futebol gaúcho, em 1987.
Torcedores lotaram seis ônibus para ir a Erechim. No retorno, Lajeado parou
esperando os novos heróis. Naquele ano, a formação tinha Edison, Giba, Gilmar,
Eliseu, Nico e Juarez; João Luiz, Peninha, Manoel, Volnei e Betinho.
DÉCADA DE 1990
Um dos maiores times da história do Clube Esportivo
Lajeadense surgiu em 1991. Alcançando o melhor resultado de todos os tempos na
elite do futebol gaúcho, a equipe era formada por atletas jovens, promissores e
competentes. O Lajeadense daquele ano ficou na quarta colocação do Campeonato
Gaúcho, somente atrás de Grêmio, Inter e Juventude. Revelou Ênio, Vandeco,
Gélson, Everton e Leco, que até hoje são lembrados pelo torcedor Alviazul.
O ano de 1991 começou com a disputa da Copa Governador. O
objetivo era dar experiência aos meninos oriundos da base e outros amadores que
foram contratados. Enfrentando dificuldades financeiras, o então presidente
Lourival Machado precisou deixar o cargo: Élio Giovanella assumiu a presidência
do clube. Mesmo com a situação financeira delicada, em campo a gurizada
mostrava seu potencial. Em julho de 1991, o Lajeadense recebia destaque
nacional. Foi escolhido como adversário da Seleção Brasileira graças à campanha
que desempenhava e tendo em vista a disciplina demonstrada em campo. O Brasil
era treinado por Falcão, se preparava para a Copa América e enfrentou o
Alviazul num amistoso. O Lajeadense perdeu por 4 a 0.
Os grandes destaques da equipe eram Everton, filho do
histórico ex-presidente Élio Giovanella, e o goleador Gélson Conte, hoje
treinador de futebol. Gélson marcou 17 gols na temporada e foi o goleador do
Gauchão. O time-base era formado com Alfonso, Evandro, André, Luís Fernando e
Paulão; Ênio, Vandeco, Ivan e Éverton; Leco e Gélson. Chaveco era o técnico ao
assumir a vaga de Gilberto Machado.
Em 1993, o Lajeadense esteve outra vez entre os melhores.
Após uma fraca campanha em 1992, o ousado presidente Ney Fensterseifer montou
uma equipe forte, com o retorno de alguns ídolos e a contratação de novos
nomes. Com ideias avançadas para a época, projetou sua equipe disputando as primeiras
colocações daquele ano, além de melhorias no estádio. Em campo, o Lajeadense
terminou a primeira fase do Gauchão na 3ª colocação, somente atrás de Caxias e
Ypiranga. Pelo grupo C, disputou a segunda fase da competição e conquistou uma
das vagas ao octogonal final. Diante de Grêmio, Inter, Juventude, Pelotas,
Inter-SM, Guarany de Cruz Alta e Grêmio Santanense, o Lajeadense conseguiu
quatro vitórias, uma delas sobre o Inter, em Lajeado, pelo placar de 2 a 1, com
gols de Vandeco e Renato Teixeira.
Infelizmente, um julgamento, que não contou com a presença de
representante do Lajeadense, resultou em punição para o atacante Renato
Teixeira. Sem que o resultado fosse de conhecimento do clube, Teixeira foi
escalado na rodada seguinte. O Lajeadense perdeu cinco pontos, deixou de ser
vice-campeão e viu o Inter conquistar a vaga para a Copa do Brasil.
Nos anos seguintes, o Lajeadense sofreu com quedas para a
Série B, em 1995 e Segundona, em 1996. No ano seguinte, com um novo projeto,
conquistou o vice-campeonato da competição e retornou para a série B.
No segundo semestre de 1998, depois de ter realizado uma
excelente cempanha na Segundona, o Alviazul participou da Copa Abílio dos Reis.
O Lajeadense terminou na primeira posição, com 29 pontos somados, conquistando
o título e também a classificação para a Primeira Divisão. Naquele ano, os
principais jogadores eram Ênio, Vandeco e o artilherio Jorjão, um dos maiores
da história do clube. Entre 1997 e 2003, garante que chegou próximo de uma
centena de gols.
DÉCADA DE 2000
No início do novo milênio, o presidente do Lajeadense Antonio
Carlos Ruaro mantinha parceria com o empresário José Asmuz. Através disso,
muitos jogadores do Alviazul se transferiram para clubes europeus. Mas, no
estadual da Segunda Divisão, os melhores resultados foram registrados em 2003,
quando o time chegou no octogonal final da competição. Nos outros anos, muitas
dificuldades.
Depois de anos acumulando dificuldades financeiras, o
Lajeadense teve as portas fechadas pelo presidente Darlei Christ, durante um
ano. Um grupo de empresários locais, chefiados por Nilson Giovanella, com seu
primo Everton, recém-chegado da Espanha, resolve reabrir o clube com uma nova
ideia. Nilson Giovanella, Ilvo Poersch, Moacir Mantovani, Mário Dutra, José
Arenhart, Everton Giovanella, Marcos Mallmann, Mozart Lopes, Elton José
Fischer, Jorge Baldo, Nestor Heineck e Evandro Muliterno de Quadros formaram a
chapa que assumiu o clube para a temporada de 2009.
Com iniciativa de recuperar o clube, a ideia de vender a área
localizada em região nobre da cidade, e construir um estádio moderno, num
bairro mais afastado, foi posta em prática: depois de várias reuniões e assembleias,
ocorreu o anúncio da negociação com um grupo de empresários, pelo valor de R$
6,5 milhões.
DÉCADA ATUAL
Na projeção da direção, o clube voltaria à elite no ano de
seu centenário, em 2011. Com um time modesto, a comunidade pode comemorar - e
muito - a volta à Primeira Divisão ainda em 2010.
No dia 30 de janeiro de 2010 que o Lajeadense estreou sua
caminhada de volta à elite do futebol gaúcho. Com a campanha "Lajeadense
rumo ao seu coração", conquistava novos sócios e muitas vitórias. No
primeiro turno, foram seis vitórias, cinco empates e cinco derrotas; 17 gols
marcados e 11 sofridos. Muitos meninos do elenco, selecionados em peneirões no
início de 2009, agora eram titulares da equipe.
Na segunda fase, o Alviazul terminou na segunda colocação da
chave. Na terceira fase, contra adversários mais fortes, o Lajeadense mostrou
que queria chegar na frente: venceu cinco, empatou uma e não perdeu. Terminou
líder do grupo, com sete pontos a frente do segundo colocado. Na quarta e
decisiva fase, o Lajeadense manteve o ritmo e em 19 de junho de 2010, venceu o
Cruzeiro por 3 a 0 e garantiu vaga no Gauchão do ano seguinte. Os gols foram
marcados por Robert, Rudiero e Castiano. O time de Lajeado teve Gallas,
Celsinho, Bergamin, Gonçalves e Castiano; Cris Beato, Serginho, Rudiero e
Marquinhos; Robert (Bruninho) e Maicon. A torcida invadiu o gramado com o canto
de "Ôôôô o Lajeadense voltou". O Lajeadense retornava para a Primeira
Divisão, 12 anos depois.
Atualmente o Lajeadense está na Divisão de Acesso, a segunda divisão do Campeonato Gaúcho.
Foto e fonte: Site do Clube Esportivo Lajeadense de Lajeado.
0 comments